Aos Quinze

Oi, fofos. Fiquei meses off pois não estava com criatividade para escrever nadica, acontece, né?!
Espero que gostem.
Beijones
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       Festa, debuntandes, príncipes, valsas, família, amigos. Toda menina, aos 15, pensa que está tornando-se uma mulher e para isso quer marcar de alguma forma, de preferência com aqueles vestidos tipo princesa da Disney, com aquela festa de se ficar comentando por semanas! Mas há princesas que são gatas borralheiras, em que às 00h já tocou faz tempo e que trabalham duro desde novas e têm uma responsabilidade diferente de suas amigas, enquanto essas se preocupam com os "crushs", maquiagem e sapatos, falta-lhes tempo para pensar nisso, não que elas não quisessem. Este texto é pra você, que aos 15 não pôde viver esse glamour “ Justin Bieberano”, e que talvez teve de secar suas lágrimas para não demonstrar fraqueza, que passaram frio sós, que cuidaram de parentes doentes, como a doce Filomena...
       Seu pai só tomava o remédio com ela, com os outros achava que era veneno e ela tinha que se virar nos trinta para "enganá-lo". A mãe passava em frente as lojas de roupas de festa e dizia: “escolhe esse vestido, Filomena, vai ficar lindo! “, “ não, mãe, não quero o pai tá doente ele ia ficar com muita vergonha e também não poderíamos dançar a valsa.” Quando menor seu pai treinava umas valsas desengonçadas no meio da sala, mas a vida permitiria essa dança?  “ Filó, onde você tá? Vem logo pra casa, seu pai tá ficando agitado, dá o remédio “. A hora do banho também era sofrida, um sai e entra do banheiro, um tira  e põe de roupa...que sufoco, meu Deus, mas que alegria vê-lo limpinho e cheiroso depois, com os cabelos escorridos e penteados, ora falhados devido a alguma sutura por queda. Ela também dava de comer, parecia seu filho, mas era seu pai, todas as noites lia pequenos textos para que ele se acalmasse ou pedia para que ele lesse se ele conseguisse e oravam juntos, era uma das cenas mais bonitas já vistas. Pela manhã ela ia para a escola, mas com a cabeça em casa...” Alô, mãe? Vocês acordaram? Como tá meu pai? Vão pra academia? Leva ele, tá? “...e todo dia a rotina cansativa, os médicos, remédios, internações,os surtos, os diagnósticos...
       E ela chorava só, porque não sabia com quem contar além de Deus, sua oração era para que Deus o curasse mas Ele decidiu levá-lo para descansar. No dia em que completara 15, sentia que ele sabia que era seu aniversário, ele não disse com palavras mas Filomena tem certeza que com o olhar ele lhe dera parabéns. A menina de 15 anos, quando foi ver se transformou numa mulher em muito mais tempo que uma festa, pois foi uma transformação de dentro pra fora e dançou as valsas tristes e felizes que a vida lhe ensinou.
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Segue uma música tudo a ver:
 Cinderela # Ao Cubo


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