Ela estava perdida, mendigando afetos, mendigando olhares.
Hoje ela se pergunta porque se deixou conformar com a falta de atenção,
carinho, cuidado, numa esperança vã de que o outro mudaria. De que quando
aquele prazo importante no trabalho acabasse ele iria conseguir dar o mínimo de
atenção que ela julgava merecer, de que quando aquele momento estressante
passasse os dois iriam passar por um tempo só deles. Mas sabe, esse momento
nunca chegou, porque o problema não eram as obrigações, as ocupações, era mesmo
a falta de vontade, de paixão, de querer, essas coisas não vêm com programação,
simplesmente o peito bate mais forte, as pupilas se dilatam e a gente dá um
jeitinho sempre.
Pra falta de vontade não tem tempo sobrando no relógio que
dê jeito.



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