Cresci com Meus Vizinhos
Olá, pessoal ! Tem mais de uma mês que não escrevo aqui é
verdade ! Mas, esses dias me veio uma boa lembrança de minha infância que
resolvi compartilhar, portanto é autobiográfico mesmo ! Hehe
Eu nasci numa família que me criou de uma forma rígida,
exemplo: mesmo com 6/7 anos já acordava às 6h da manhã para ir à escola porque
era de manhã (muito ruim isso), tinha que estudar pelo menos 1 hora por dia
todos os dias, antes de ver desenho eu tinha a obrigação de estudar, a ordem
nunca poderia se inverter. Meu pai não me levava ao Mc Donald’s para lanchar
nunca, apenas para tomar uma casquinha, era o máximo que eu e meu irmão
poderíamos, porque segundo ele àquela alimentação nos faria mal, mas em
compensação minha mãe nos levava escondido (risos), ela ficava com pena. Na
minha casa também não entrava batata frita, frituras, refrigerante muito de vez
em quando, era tudo muito regrado, horários e tudo mais. Não estou reclamando,
eu acho que essa criação me ajudou muito por um lado, mas claro que também
houve um prejuízo.
Então, eu tinha uma amiga na vizinhança que foi minha melhor
amiga nessa época, nossa diferença de idade era só de 1 ano, então tinha tudo a
ver. Eu passava muito tempo na casa dela, da avó dela e dos parentes dela, todo
mundo morava na mesma vila. Lá, pude ver outros modelos de família, outras
maneiras de se tratar, de lidar com a vida. Acho que foi um escape de Deus.
Como passava um tempo lá, às vezes almoçava ou jantava com eles, sempre com
muita vergonha (risos), mas os via comer batata frita durante a semana,
linguiça frita, refrigerante ! Pra mim isso era outro mundo, tinha sobremesa de
sorvete ou chocolate, os avós dela sempre faziam a vontade da minha amiga, achava
isso tão legal e diferente! Era legal também quando a gente combinava de comer
miojo na rua, sim, cada uma vinha com seu prato de miojo sentava numa espécie
de calçada e mandava ver ! Eu estranhava também quando minha amiga vinha da rua
com sorvete e oferecia pra todo mundo, na minha cabeça se eu oferecesse pra
todo mundo ia acabar e ninguém iria me dar mais (haha). Com eles eu aprendi
muita coisa, os parentes eram afetuosos cuidavam e ajudavam um do outro, os
padrões eram mais flexíveis e eu realmente sentia um afeto por algumas pessoas,
que hoje nem estão mais entre nós, que saudade ! Só tenho de emanar gratidão
por terem me mostrado um lado da vida que eu não conheceria se fosse criada
apenas em casa.
Que bom que na minha época não havia uma cultura muito ruim
com relação a confiar em vizinhos e uma maldade absurda como hoje. Obrigada,
Deus, porque eu cresci, em todos os sentidos, com meus vizinhos.
Beijones,
Que boas lembranças você tem ?


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