Não era sobre Café
- Faz o café hoje,amor? Ela pedia em tom sereno quando mal abria os olhos.
- Ah, amor, faz lá...
- Poxa, você nunca vai fazer o café?
- Você tá acostumada a acordar cedo...que horas tem?
- Eu sei, mas já são 10:30h...
E ela desistiu de receber um café na cama, ou na mesa mesmo. Ela desistiu de quase implorar pra ser servida. Afinal, ele precisava dormir suas oito horas seguidas, segundo o que disse seu neurologista - mas todos precisamos, né? - para evitar enxaqueca e maiores estresses. Mas ela não, ela já dormia pouco, já estava acostumada, podia continuar tendo prejuízos. Pra ela amor era se sacrificar algumas vezes. Pra ele amor não tinha muito a ver com sacrifícios diários. Até hoje ela não sabe o que é amor pra ele. Mas cada dia o que é amor é cada vez mais claro, palpável, real. Amor é quase tudo ao contrário do que ela se acostumou a viver nos últimos meses. Ao contrário de ausência : de surpresas, beijos inesperados no meio da noite, uma cartinha, ou bilhete romântico, um café pela manhã, um abraço gostoso no meio do dia, uma ligação não para falar de SI mas só pra ouvir a voz dela...
E ela foi se esvaziando daquilo que acreditava que a preenchia. Quando se deu por si, estava mesmo vazia. E sozinha, um sozinha acompanhada.
- Ah, amor, faz lá...
- Poxa, você nunca vai fazer o café?
- Você tá acostumada a acordar cedo...que horas tem?
- Eu sei, mas já são 10:30h...
E ela desistiu de receber um café na cama, ou na mesa mesmo. Ela desistiu de quase implorar pra ser servida. Afinal, ele precisava dormir suas oito horas seguidas, segundo o que disse seu neurologista - mas todos precisamos, né? - para evitar enxaqueca e maiores estresses. Mas ela não, ela já dormia pouco, já estava acostumada, podia continuar tendo prejuízos. Pra ela amor era se sacrificar algumas vezes. Pra ele amor não tinha muito a ver com sacrifícios diários. Até hoje ela não sabe o que é amor pra ele. Mas cada dia o que é amor é cada vez mais claro, palpável, real. Amor é quase tudo ao contrário do que ela se acostumou a viver nos últimos meses. Ao contrário de ausência : de surpresas, beijos inesperados no meio da noite, uma cartinha, ou bilhete romântico, um café pela manhã, um abraço gostoso no meio do dia, uma ligação não para falar de SI mas só pra ouvir a voz dela...
E ela foi se esvaziando daquilo que acreditava que a preenchia. Quando se deu por si, estava mesmo vazia. E sozinha, um sozinha acompanhada.



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